sexta-feira, 27 de setembro de 2019

Após uma ano

Não existiria sem ti
Pois…

Só a tua presença ilumina-me.
Só o teu toque excita-me.
Só o teu abraço reconforta-me.
Só a tua voz acalma-me.
Só a tua vida inspira-me.
Somente é a perfeição das imperfeições.

Lá no fundo sei que não
Tenho a culpa
E que o monstro não se contenta com a água e o pão.
Qualquer dia sou eu a pagar a multa.
Peço-te perdão!

Doeu ver-te sofrer,
Mas mais a morrer.
Tinha-o pressentido
E a verdade escondido.
Podias ter dito.

A realidade pode ser dura
Mas os pensamentos são como a “Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura”.
O chão desabou,
Tudo acabou
E o luto durou.

Lar devia ser onde o coração está.
Ou que resta dele.
Começo a sentir o que faz com que seja com as pessoas má
E a casa não encontrar
Quando a alma volta à pele.

É grande a vontade de seguir em frente e os meus sonhos.
Só que não passam de monólogos ocos.
É muito difícil falar
Mesmo com o psicólogo o assunto puxar.
Mudar de vida não vai melhorar.

Após pensar muito na morte
Está na hora de dar um corte,
À vida dar atenção
E mentalmente haver uma reorganização.
Agradeço a quem assumiu o controlo quando não o tive e estive.

Calada me mantive.
Agora é hora de o bicho soltar
E não tentar perceber o que só eu sinto.
O que acontece não só afeta a mim.
Vamos sentar e falar?

Não vale a pena refugiar-se num canto.
Foi o que aprendi, enfim.
Eu sinto saudades do cheiro deles e da sensação que as suas presenças davam
Onde quer que eles estejam.
Esta é a minha maneira de demonstrar como me ando a sentir.

As pessoas mudam:
O que fazia sentido já não faz.
É hora de largar partir,
Dar valor aos que amam,
Viver a paz!


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