sexta-feira, 25 de outubro de 2019

Filipa!

Após o trauma
E a grande mudança
Numa Cama
A sonhar cheia de esperança
Eu oiço “Filipa! Filipa!”


Inconstância

Ela parecera ausente
Como um robô presente.
Acompanhando ou não
Está de olho de lá de cima
Para o chão
Que pisamos minha Romã.
Mente Difícil
Sem poder
Perceber os sonhos,
Fizeste-me enriquecer
Nos teus ninhos.
Necessito desse teu ser.

Realidade ou partida da mente - "Eu estou aqui!"

Do preto para o branco Digo com muito espanto Que ela mudou. Na minha teoria pacificou. Para ela corri a chorar Para a abraçar. Com um ligeiro movimento Que dava para erguer um monumento Olhou-me nos olhos, Ainda abraçada E eu com as lágrimas a cair pela face aos molhos E dos soluços engasgada, Ela disse “Eu estou aqui!” Depois dela desaparecer estremeci.´


Primeiros sonhos


Num depressivo buraco negro Em volta via branco Na minha direção a mulher morena de preto vem Será que me alegro? Grito e me tranco. De novo, tudo escuro:” Está tudo bem! Está Tudo bem!” Repito a mesma cena Desesperadamente em volta corro. Medo não o tenhas Diferente reage de forma serena.



sexta-feira, 4 de outubro de 2019

Respirar

Viver é sinónimo de respirar.
Viver é sinónimo de amar permitir.
Viver é sinónimo de sentir.
Viver é como no mar morar.
No meio das agitações marítimas sobreviver,
Pescar para comer
E o companheiro encontrar
Para o isolamento combater.
Viver é procurar respostas
Nas pessoas que nos rodeiam e fazem propostas
Ao que sinto,
Ao que minto e desminto,
Ao que permito,
Ao quão me divirto,
Ao que amo
E que me perguntam quais são meus objetivos.
Com os objetivos
O viver é guiado.
Com o amor
Sinto e amo.
Com os ideais
Vou me construindo.
Com o passar da idade
Encontro a verdade
Do que afinal é viver.



Vazio

Vagueio por aí 
Sem ter pelo que lutar. 
Aliás, fico sentada a esperar 
Que do céu algo caia. 
Zelo pelo futuro 
Mas mais não posso fazer. 
Impossível aguentar, nem eu me aturo. 
Ao menos escrevo para me entreter: 
O meu prazer.


Ilusão temporal

Para esperar
É preciso apanhar muito ar,
Respirar encantar
Para o tempo acelerar.


Lágrimas

Dias sem conta 
Elas cariciam-me a face. 
Maioritariamente, sem encontrar a lã e a ponta 
Abraçam o nó da garganta até que o acumular passe. 
"Será que a vida se controla?" 
Infinitamente pergunto 
A dúvida que se enrola 
Do ser inculto: 
O não saber da peregrina.