Nem eu sou poeta,
Nem tu um artista,
Mas és os meus versos
E eu a tua folha de rabiscos.
Podes apagar e redesenhar o quanto quiseres
Sirvo para te amar e dar-te todos os prazeres.
Ela pode não escrever muito bem,
Mas vê mais além.
Em vez dos pensamentos e sentimentos estarem à voltas na consciência,
Ela os liberta em forma de palavras.
Pois escrever alivia- diz a ciência.
E pode reler a sua história em paz.
Ela parecera ausente
Como um robô presente.
Acompanhando ou não
Está de olho de lá de cima
Para o chão
Que pisamos minha Romã.
Mente Difícil
Sem poder
Perceber os sonhos,
Fizeste-me enriquecer
Nos teus ninhos.
Necessito desse teu ser.
Do preto para o branco
Digo com muito espanto
Que ela mudou.
Na minha teoria pacificou.
Para ela corri a chorar
Para a abraçar.
Com um ligeiro movimento
Que dava para erguer um monumento
Olhou-me nos olhos,
Ainda abraçada
E eu com as lágrimas a cair pela face aos molhos
E dos soluços engasgada,
Ela disse “Eu estou aqui!”
Depois dela desaparecer estremeci.´
Num depressivo buraco negro
Em volta via branco
Na minha direção a mulher morena de preto vem
Será que me alegro?
Grito e me tranco.
De novo, tudo escuro:” Está tudo bem! Está Tudo bem!”
Repito a mesma cena
Desesperadamente em volta corro.
Medo não o tenhas
Diferente reage de forma serena.
Viver é sinónimo de respirar.
Viver é sinónimo de amar permitir.
Viver é sinónimo de sentir.
Viver é como no mar morar.
No meio das agitações marítimas sobreviver,
Pescar para comer
E o companheiro encontrar
Para o isolamento combater.
Viver é procurar respostas
Nas pessoas que nos rodeiam e fazem propostas
Ao que sinto,
Ao que minto e desminto,
Ao que permito,
Ao quão me divirto,
Ao que amo
E que me perguntam quais são meus objetivos.
Com os objetivos
O viver é guiado.
Com o amor
Sinto e amo.
Com os ideais
Vou me construindo.
Com o passar da idade
Encontro a verdade
Do que afinal é viver.
Só a tua presença ilumina-me.
Só o teu toque excita-me.
Só o teu abraço reconforta-me.
Só a tua voz acalma-me.
Só a tua vida inspira-me.
Somente é a perfeição das imperfeições.
Lá no fundo sei que não
Tenho a culpa
E que o monstro não se contenta com a água e o pão.
Qualquer dia sou eu a pagar a multa.
Peço-te perdão!
Doeu ver-te sofrer,
Mas mais a morrer.
Tinha-o pressentido
E a verdade escondido.
Podias ter dito.
A realidade pode ser dura
Mas os pensamentos são como a “Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura”.
O chão desabou,
Tudo acabou
E o luto durou.
Lar devia ser onde o coração está.
Ou que resta dele.
Começo a sentir o que faz com que seja com as pessoas má
E a casa não encontrar
Quando a alma volta à pele.
É grande a vontade de seguir em frente e os meus sonhos.
Só que não passam de monólogos ocos.
É muito difícil falar
Mesmo com o psicólogo o assunto puxar.
Mudar de vida não vai melhorar.
Após pensar muito na morte
Está na hora de dar um corte,
À vida dar atenção
E mentalmente haver uma reorganização.
Agradeço a quem assumiu o controlo quando não o tive e estive.
Calada me mantive.
Agora é hora de o bicho soltar
E não tentar perceber o que só eu sinto.
O que acontece não só afeta a mim.
Vamos sentar e falar?
Não vale a pena refugiar-se num canto.
Foi o que aprendi, enfim.
Eu sinto saudades do cheiro deles e da sensação que as suas presenças davam
Onde quer que eles estejam.
Esta é a minha maneira de demonstrar como me ando a sentir.
As pessoas mudam:
O que fazia sentido já não faz.
É hora de largar partir,
Dar valor aos que amam,
Viver a paz!