"Sinto-me triste,frágil,sozinha que até parece que tudo desaparece. Nunca me senti assim desta maneira. Irrito-me com tudo.A minha cabeça quase que explode de tanto pensar. Faço perguntas a mim mesma; é difícil obter as respostas, pois ficam mais do que as que vão.
O ponto que destabiliza é o amor. Falta-me qualquer coisa.
Vejo vários casais, e sim, fico com um pouco de inveja. Se calhar, é a falta de carinho ou até mesmo desejo de ter alguém. Falta de ter essa experiência: ter saudades e andar com um sorriso 24 horas por dia.
Talvez as desilusões doem,mas curam-se com o tempo.
De saudade a lembrança e da lembrança pra o mero nome do passado. Nós não crescemos com o futuro,mas com o passado.
Ao imaginar como seria o futuro com imagens do presente,tenho dúvidas do que quero e certezas do que não.
Apesar dos apesares ele é quem quero amar. Não vejo a minha vida sem ele. Não me sinto sorridente quem a minha estrela cadente.
Contudo, o meu medo é voltar a amar e da sua consequente desilusão.
A questão: Como amar sem se magoar? Talvez a resposta seja fácil e esteja debaixo do meu nariz, eu é que tenho que a encontrar."
Assinado: Anónimo
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